"Alma, vida e poesia, tempo e pessoas queridas! Jornadas de tantos suores e de tantas alegrias!"
Caros amigos!
Bem vindos ao meu fogão virtual. Aqui vou manter atualizado sobre minhas andanças, fotos e trabalhos novos que venho escrevendo. Convido todos a participar, deixar recados e mandarem e-mails se quiserem!
Um grande abraço a todos e boa viagem por entre essas linhas...
Quando a saudade se agranda Tu invades meus poemas Escrevo tua pele serena Sinto o calor do teu olhar As horas fazem pensar Nesta saudade morena Nesta tua boca plena De carinhos a me dar
Quando chega a noite fria Mateio assim... solito Navego nos pensamentos Nos teus braços faço ninho Fico vagueando na mente Nas lembranças mais ermosas Quando estás aqui comigo Acabo esquecendo das horas
No dia 19 de julho houve uma janta no Movimento Nativo Coxilha de Sant’Ana em homenagem aos 91 anos da nossa Sociedade Rural. Nesse evento, o Núcleo Jóvem da Rural, presidido pelo meu grande amigo Bento Brochado, participou ativamente e eu fui honrado com o pedido de uma poesia para homenagear esses tauras precursores da nossa sociedade rural. Bento e Matheus Ribeiro também fizeram algumas coplas enquanto eram entregues os mimos dedicados aos produtores mais velhos.
Homenagem à Rural
“Los hermanos sean unidos
porque ésa es la ley primera
tengan unión verdadera
em cualquier tiempo que sea
porque sy entre ellos pelean
los devoran los de ajuera”*
Relato aqui num recuerdo
Que assim Martin Fierro diria
Por conhecer bem e a fundo
O homem das pradarias
Pois já previa as tendências
Da moderna sociedade
Sabia que precisamos
Trabalhar com seriedade
Dos alicerces primitivos
Do gaúcho em suas coxilhas
Respeito, honra e bravura
Nos ideais Farroupilhas
Despertou um sentimento
De classe, sangue e razão
Juntar-se pra como um todo
Defender o nosso chão
E dos verdes campos vastos
Da nossa Sant’Ana querida
Viu-se a necessidade
De ter sociedade unida
Criou-se uma associação
Pra ver sonhos verdejar
Prosperidade neste chão
E causas para lutar
Viu-se no campo nativo
Espécies juntas convierem
Todos em prol de uma causa
Juntos para produzirem
Novas idéias, novos rumos
E interesses no horizonte
Trazendo assim o futuro
E o progresso de reponte
Quantos homens de estirpe
Aqui se fazem memória
E colocaram Livramento
Nas páginas de nossa história
Quantos vultos do passado
Influências do presente
Aqui a deixar legado
Para o futuro desta gente
Sant’Ana tem história e tem razão
Povo forte, peleador e aguerrido
Defendendo a pátria, Farroupilha coração
Não importa de onde venha o inimigo.
Não deixemos nossa força esmorecer,
Nem deixemos nosso nome se apagar,
Vamos juntos trabalhar para crescer
E no futuro gerações sempre inspirar.
O meu agradecimento e reconhecimento pelo legado deixado por esses tauras...
Tu que inspiras meus poemas ilumina minhas estrelas esquenta meus dias frios. Tu que não sabes quanto a amo que não vens quando te chamo por quem meu rosto se fez rio...
Tu que ingrata me domina cujo rumo é minha sina não percebes que assim vou eu A ti que cabe a melodia a ti que a rima referia até parece que em mim morreu
Tu que não me destes mais notícias que não me miras com malicia como antes de me conhecer Tu luz das noites escuras tu fruta não bem madura se fez difícil sem ti viver
Por ti que me arrependo dos pecados que juro por mais sagrado a minha fiel devoção Agora que roubaste e brincaste que traiçoeira abandonaste deixou só meu coração
Tu do sorriso hospitalheiro dos verdes olhos faceiros que me fez assim cantar Quando tinha nos meus braços a verdade do teu rosto só saudade ficou para me consolar
E o retrato na parede do meu quarto que me olha tão ingrato toda a vez que penso em ti Eu vou tirar, e guardá-lo na memória vou deixar-te na história pois esquecer-te decidi...
When I first came to Texas people here use to ask me if I was homesick, how was I feeling about being here away from my place. I always answer that I am really ok because I feel like at home here. Jorge Luis Borges also had this same feeling and following is a poem that he wrote when he came to the south plains. I want to share with you this beautiful poem by Borges:
Texas
Aquí también.
Aquí como en el otro Confín del continente, el infinito Campo en que muere solitario el grito; Aquí también el indio, el lazo, el potro. Aquí también el pájaro secreto Que sobre los fragores de la historia Canta para una tarde y su memoria; Aquí también el místico alfabeto De los astros, que hoy dictan a mi cálamo Nombres que el incesante laberinto De los días no arrastra: San Jacinto Y esas otras Termópilas, el Álamo. Aquí también esa desconocida Y anciana y breve cosa que es la vida.
Tenho aprendido com a vida Em mim a achar respostas Vejo que o mundo gira E assim pego a volta Vejo nos olhos dos outros Medo do inusitado Vejo que o tempo cura Todos os males do passado
Confio no meu destino Assim luto e tenho fé O que quero vou conquistando Com vontade e com suor A força que trago nos braços Me vem de dentro do peito Pois é de berço que trago O meu orgulho e respeito
Quando escolho minha estrada Sigo com passo firme Vou aprendendo com a jornada Tudo que o mundo ensina Observo à volta nos detalhes Me aproximo de gente Pois se cerca do positivo Quem quer ir para frente
O mundo é as vezes nebuloso Hay que querer enxergar Tem que ter força de vontade Para assim o sucesso alcançar Me olho, paro, analizo, Remôo as coisas que vi Assim aprendo comigo O que não ensinam por ai
As palavras me saem dos lábios Mais despacio que as recebo Meus olhos procuram à volta Por mais um ensinamento Onde cruzo deixo rastros Fico feliz com o que sou Deixo sempre a porteira aberta Para voltar por onde vou
Criei raízes profundas No substrato da vida Criei mágoas infundas No sentimento sentidas Criei ramos de experiência Colhi frutos de verdade Me afastei da querência E adubei a saudade
A estrada é meu destino Andar, o meu sustento Vejo o mundo quando gira Vejo pessoas por dentro A amizade se contida Na essência de um ser Traz legados e recuerdos Vai nos fazendo crescer
Dos ramos eu faço galho Novas folhas, novas flores Aumenta a copa e a sombra Gera cores e amores Sou vento, sou peregrino Não sou pedra nem torrão Levo cheiros do meu pago Não enraízo no chão
Sou chama de labareda Queimando pelo saber Sou fogo vivo que chega Pra doutras fontes beber Sou pau de cerne forte Que nem por vento se rende Sou flor de pólen leve Por ai a deixar semente...
Só os loucos amam por que precisa ser louco para dar de tudo por uma mulher. Só os loucos amam por que precisa ser louco para abdicar da vida por uma mulher. Só os loucos amam por que só os loucos não sabem o valor do dinheiro, o valor do tempo pois dão de tudo e esperam a vida por uma mulher! Por uma mulher...
(ai me pergunto o quão louco já fui ai me pergunto se já amei...)
Só os loucos amam por que precisa ser louco para entender o que é o amor. Só os loucos amam por que precisa ser louco para jogar-se aos pés de uma mulher. Só os loucos amam por que só os loucos sabem (e entendem) a dor da saudade, a cor da esperança.
Só os loucos amam. Quisera eu ser um louco também!!!
Meus versos que versejo em voz de veto Vão velozes e verozes pelo vento E vendo assim vigente a voz do povo Versando o que não viram e vogar Volátil a verdade, e o veredicto Vigora, verdejante e vingativo