"Alma, vida e poesia, tempo e pessoas queridas! Jornadas de tantos suores e de tantas alegrias!"

Caros amigos!

Bem vindos ao meu fogão virtual. Aqui vou manter atualizado sobre minhas andanças, fotos e trabalhos novos que venho escrevendo. Convido todos a participar, deixar recados e mandarem e-mails se quiserem!

Um grande abraço a todos e boa viagem por entre essas linhas...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lua...

Caros amigos leitores,

Desculpem minha ausência das letras, porém estou em Livramento fazendo o meu Estágio de conclusão de curso e a coisa anda corrida por aqui. Infelizmente não tenho escrito muito e nem tirado tempo para atualizar o blog.

Mas estar de volta aqui me tráz muitos recuerdos da infância e lembranças boas do início das minhas andanças. Há uns dias, conversando com uma amiga, falava-mos o quão misteriosa é a lua, que nos conecta mesmo estando em diversos locais do mundo, pois ela é sempre a mesma e sempre vai ter alguém a admirando. E desta lua cheia de fevereiro, que crescia rubra no céu da fronteira escrevi uns versos que quero compartilhar com vocês:


A lua que nasce vermelha

num céu de recuerdos

E traz lembranças mais tenras

do meu grande amor

E cheia, as carícias me lembro

num tom de silêncio

De rubro se tinge o céu

num amar esplendor

_

A lua que me traz notícias

nas sombras ocultas

Mistério de nuvens e estrelas

que guardam em fim

Dos montes e pampas que trazem

sussurros apenas

Ecoa a voz de lampejo

profundo, bem dentro de mim

sábado, 4 de dezembro de 2010

O Tempo

Sentei às margens do tempo

Para ver as horas ‘passar’

Fiquei olhando os minutos

Como ondas vindo no mar

Nas nuvens os pensamentos

Carregados de inusitado

Vivendo o futuro momento

Com os olhos no passado

 

Enquanto faço minhas rimas

O perco de vista a frente

De ansioso passo em cima

E o perco novamente

Na paz de um papel rabiscado

Guardo minha alma e segredos

Me acalma os nervos atados

Quando às letras dou os dedos

 

Com os olhos sempre atentos

Aos passos que as horas passam

Observo os movimentos

Pra ver se atraso o compasso

Se dos versos faço rio

No tempo pouso seguro

Cura os males do passado

Me tráz de volta o futuro

 

Pra que entender do tempo

Se nem nos versos me acho

À sombra d’um poema sento

E os segundos assim relato

Mas inflexível e sorrateiro

Vai passando, quieto, atrás

O tempo que fora d’outros

Não envelhece jamais

 

Porto Alegre, 2 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

EM OUTRAS QUERÊNCIAS

 

Coloreou-se o céu em fim de tarde

O rubro se confunde com a estrada

Um quero-quero voa alegre em rebeldia

Tendo o mundo só para si, e mais nada...

 

As roças se mesclam entre lindeiros

No lusco-fusco pressagiando noite clara

A vaca berra, procurando seu terneiro

Que vem correndo, e pela chuva logo esbarra...

 

De rosilho transformou-se o céu mestiço

Num encarado prenunciando um bom tempo

Na volta às casas vem um piá no seu petiço

Junto da ceifa que há pouco estava colhendo

 

O ocaso que por belo, só encanta

Se mistura à liturgia de um amor

Essa paixão que o campeiro tem do campo

Que por agrado fez ali seu vertedor

 

A natureza que por bela nos ensina

O quão pequeno que somos ante ao todo

A precisão de processos e enzimas

E a força d’água da Garganta do Diabo

 

Na mata, que por virgem espreitam lendas

A pintada fez ali seu parador

Nos que ousamos tomar conta de sua casa

Às vezes nos pega por susto ou por temor

 

Já bem mais tarde, quando o céu se borda todo

Vejo o cruzeiro mostrando o rumo pro sul

E as Três Marias que carregam o meu sonho

De ver paz sob este mando azul

 

De manhã cedo os cantos em sinfonia

Se juntam ao cheiro das matas e de flor

Pois o jasmim me traz cheiro de esperança

Quando procuro nos meus rumos arpoador

 

Quando dou conta, germinaram muitos sonhos

Muitas idéias e vontades com vigor

Sigo andando peregrino por caminhos

Vou buscando para a vida vertedor

 

 

Se ando errante busco paz, entendimento

Assim vou vendo o que a vida reservou

Se o destino propuser vou aprendendo

Rodando o mundo, sem medo, assim me vou

 

Vejo que o rumo, aos poucos, negaceia

Peso meus planos, já é hora de voltar

Deixo aqui um manto enorme co’minhas ânsias

Para um dia quando possa regressar...

 

 

Fazenda Toca da Onça, Toledo, PR, 22-fev-2009

 

 

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sábado, 6 de novembro de 2010

Publicações

 

  dois anos, com ajuda de grandes amigos, publiquei meu primeiro livro, o “Tropa de versos”. Desde então somente alegria tem me trazido. Fico  muito contente que por onde passo consigo alegrar algumas almas com meus versos, ou trazer um pouco de história por entre as rimas. Nas indas e vindas por este pago e outros, tenho relatado minhas experiências, minhas ideias e observações.

Com uma temática um pouco diferente da já publicada, participei recentemente de 2 antologias que foram lançadas no XVIII Congresso Brasileiro de Poesia. Trago ali alguns versos sobre minha recente experiência de intercâmbio, alguns mais antigos e outros que fogem à tematica tradicionalista. Convido a todos para passearem pelas passarelas dessas páginas e juntarem-se a mim e a outros tantos poetas de todo o Brasil e mundo que fazem parte dessas obras.

Poesia do Brasil, Vol. 12

Poesia do Brasil, vol. 12

Poeta, mostra a tua cara, Vol. 7

poeta mostra a tua cara volume 7

Aproveitando a oportunidade, já comento de outra antologia que foi lançada ano passado no mesmo congresso. Essa possui duas poesias que retirei do meu livro.

 

Poeta, mostra a tua cara, Vol. 7poeta mostra a tua cara volume 6

Quem se interessar pelos livros, por favor, entre em contato comigo (mowallau@yahoo.com). Assim, com o apoio de todos, consigo seguir publicando e espalhando pelo mundo um pouco da tradição do nosso pago.

Grande abraço, espero que gostem!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Theatro

Apagaram-se as luzes do Theatro

Esquecí quem eu sou

D’um ímpeto me brota d’alma

Instinto mostrando o rumo que vou

 

Não finjo, não nego, eu mostro

Aquilo que assim vem

Não sei de onde me brota

E anota

O tino que tem

 

São Pedro das peças formosas

Das noites ermosas

De som e de luz

Queria ver-te outra época

Mas o destino é aquele

Que assim me conduz

 

Conduzo também mão de moça

Que tensa e ansiosa

Explendor nunca viu

Alegre lhe mostro as verdades

Do teatro e da arte

Que assim me surgiu

 

Meu bem, que ingênua, que bela

Donzela

Dos sonhos de amor

A orquestra assim impressiona

E a música chama

De bem ou de cór

 

Vontade própria – meus versos

Não impeço

O seu caminhar

Sei das palavras que escrevo

Destino certeiro

Pro teu agradar

 

Porto Alegre, agosto de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Da alma às palavras…

mao caderno invert

                Nem sempre é fácil dar palavras ao que nos brota da alma, a quando damos nem sempre é a descrição perfeita do que queremos dizer, ou fica muito implícito. Quando escrevo meus poemas procuro dar o melhor de mim nessa descrição, para que quem o leia consiga imaginar o que está escrito e entrar nos versos. Quando algum sentimento muito forte me invade só pego um papel e deixo que venham as palavras. Não me pergunto a origem e nem o que significam (a pesar de quase sempre saber o que elas querem dizer), apenas escrevo. E nas entrelinhas dessas estrofes se acha algum verso meio encharcado num pranto ou meio brabo por não ser considerado, algum verso mais alegre ou mais pachola, uns mais pensativos, outros que te fazem pensar. Por isso que é preciso enxergar o que está escrito por detrás das palavras. Depois de feitos os esboços leio com atenção o que escrevi. Às vezes fico me perguntando de on de tirei aquilo, mas sei que veio de algum ligar da minha alma, talvez do entroncamento em que se encontra o coração, ou quem sabe de uma esquina de algum lobo do cérebro. Esse é o mistério que as palavras carregam, nem sempre se sabem de onde vem, mas sempre se sabem para onde vão.

Porto Alegre, 13 de abril de 2008.

 

sábado, 2 de outubro de 2010

Distância

 

Quando a saudade se agranda
Tu invades meus poemas
Escrevo tua pele serena
Sinto o calor do teu olhar
Luiza1
As horas fazem pensar
Nesta saudade morena
Nesta tua boca plena
De carinhos a me dar

Quando chega a noite fria
Mateio assim... solito
Navego nos pensamentos
Nos teus braços faço ninho
Fico vagueando na mente
Nas lembranças mais ermosas
Quando estás aqui comigo
Acabo esquecendo das horas