"Alma, vida e poesia, tempo e pessoas queridas! Jornadas de tantos suores e de tantas alegrias!"

Caros amigos!

Bem vindos ao meu fogão virtual. Aqui vou manter atualizado sobre minhas andanças, fotos e trabalhos novos que venho escrevendo. Convido todos a participar, deixar recados e mandarem e-mails se quiserem!

Um grande abraço a todos e boa viagem por entre essas linhas...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Red Doc Farm

Last weekend my friend Emilio Sanchez invited me to go to his farm in Belen, New Mexico, with him and another friend from IMG_3862Nevada, Austen. His father, Doctor Sanchez, has been raising Santa Gertrude and working in genetics improvement for 30 years. In the farm they have a selection of show animals and bulls for sale and also some heifers and steers that are being prepared for the bigger feedlots. For feeding the animals they have in the farm alfalfa and another grass (that I don’t remember which) all flood irrigated (now was all dry because of the winter). IMG_3910They also buy alfalfa and red-top hay and fed cracked corn. The pastures are used for hay and grazing. In the other fields that they have is all rangeland. Is amazing how the animals can survive with sow few supply of feed and having to walk for miles searching for water. I have never been in the Sertão (Northeast Brazil) but is probably similar to the conditions around there. The annual rain average is something like 9 inches (230 mm), so you can imagine how dry it is. The animals in the farm were all in a really good corporal score (Emilio said that is due to the molasses and mineral supplementation that the animals hIMG_3901ave in the rangelands and feed for the fed animals) but we saw some other animals in farms around that were weak and score close to 2 – 2.5. There is a good variety of grasses and shrubs for the animals to eat (blue grama, ) that can even finish animals in those adverse conditions. Another source of feed that the animals use is the cactus (like the “plama” in the Sertão).

Because it is a arid region the hooves of the cows grow a lot (there IMG_3891is no rocks to serve as sandpapers) and we had to take some cows to cut the hooves. For that, a sanding machine is used and the cows are “laid down” in the chute (hydraulic chute) and the bottom part of the chute (now horizontally positioned) opens so you can tie the members and work safely (safety first is always the rule).     

IMG_3905It was a good weekend working, something that I miss a lot here. Thanks a lot for Emilio, Doc Sanchez and all the family for this great time and lots of learning.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Viagem Natal e Ano Novo – Parte 2

  Continuando…

Muito bom foi termos escolhido ir até Hays pois no outro dia acordamos e tinha nevado um pouco, tava um frio de renguear IMG_2697cusco e um vento de congelar até pensamento. Achamos que a estrada ia estar um pouco difícil (e acertamos) mas mesmo assim decidimos continuar a viagem, até por que era véspera de Natal e queriamos chegar a Denver até a noite. Bom… assim que pegamos a estrada deu para ver por que haviam poucos carros trafegando. Não conseguiamos passar de 30 milhas por hora por que não tinha estabilidae (muito gelo na pista e o carro não parava).  O vento era tão forte que trazia neve do campo para a pista, parecia um colchão de neve que se formava. Isso dificultava mais ainda por que não conseguiamos ver onde tinha gelo. Mas nos, gurizada gauchona, seguimos viagem. E sem medo! Isso até cruzarmos por uma camionete capotada no valo entre as pistas, logo depois um monte de carros parados por que sairam da pista ou rodando… ai sim a coisa começou a ficar um pouco mais, digamos, “tensa”. Mas ainda assim seguimos viagem. Felizmente depois de umas 2 horas andando só no gelo começamos a pegar um pouco de pista limpa. Ai foi um abraço! Bom… West Kansas e East Colorado tem muito é campo só… não paramos na estrada até chegarmos em Denver.

Ah!! A chegada em Denver é espetacular! Difícil é descrever a cidade ali na nossa frente e logo após as Montanhas Rochosas, como se pudessemos dar dois passos e chegar lá… Mas ali estavam: imponentes e belas ao nosso ver. Já imaginamos o próximo dia quando iriamos subí-las para esquiar. Chegando em Denver demos somente uma rápida volta pelo centro, mostrei ao Rodrigo alguns lugares que eu gosto de ir, e rumamos para a casa da Tonya, amiga minha de Iowa que mora no Colorado já fazem alguns anos. Com ela que passamos os próximos dias da viagem. Na véspera de Natal não fizemos nada de mais, só saímos para tomar uma cerveja. Combinamos de fazer uma janta no outro dia.

Programa para o dia de Natal:  ir para Keystone esquiar!! Até DSC01067agora ponto auge da viagem! Muito aguardado!  Bom… antes de contar do dia só vou colocar alguns dados: Keystone fica nas rochosas a tava a sensação térmica era de - 31 ºC. Isso no pé da montanhauma hora de Denver. Na saída o carro estava com um pouco de neve, tinham prometido 7 polegadas mas deu menos. Temperatura na subida da “serra” era de - 15 a - 20 ºC, mas o ventinho que ! Pra ajudar um pouco mais o dia estava muito nublado, sem sol para esquentar-nos um pouco e sem vizibilidade. A subida que era para demorar uma hora DSC01073demorou uma hora e meia ou mais por causa do gelo na estrada.  Chegando lá nos equipamos e quando fomos pegar os eskis do Rodrigo, alguém os tinha pego enganado. Ficamos esperando e depois tivemos que trocar (somente alguns percausos no caminho, mas a vida é bela e vamos tocando adiante). Bom… finalmente subimos! Me pergunta o Rodrigo se a rampa que iamos era muito difícil por que ele tava sem prática de esquiar. Ai eu disse para ele “tche… acho que não é das piores, mas qualquer coisa te atira!”. Esse loco acho que me chingou até à segunda geração. Chegamos na rampa e tava tranquilo, bem de bem, até a metade, quando de repente o chão some e parece que o mundo se vem abaixo! Não que eu seja dos mais vaqueanos com o snowboard, mas como já tinha dado uma praticada uns dias antes em Park City, UT, tava achando bem lindo aquilo, mas o Rodrigo veio não gostou muito da escolha da baixada. No dia que fomos tinham 52 das 120 pistas abertas. 

A primeira foi mais difícil baixada, já a segunda mais tranquila. E ai fomos pegando um pouco de prática. Eu já andava bem confiante, alto do chão e “custurando” na volta dos guris. Inventei de fazer um víDSC01078deo do Rodrigo esquiando… mas porque?! Bueno… começou loco de bem até que dali a pouco fui parar e tomei um pealo veio de cinema! Literalmente, pois ficou registrado no vídeo!! O dia tava tão bueno que dali a pouco arrebentou o ziper da minha jaqueta e tive que atracar de jaqueta aberta mesmo… ai sim esfriou! Mas foi bem lindo! Baita Natal que tivemos. Pena que o dia estava feio e não se via muito ao longe. Memorável!

Voltando a Denver só queriamos saber de um banho quente. Iniciamos a janta de Natal e o Fagner e o Darkson, que também andavam por Denver, foram para lá jantar conosco. Coitada da Tonya, tendo que aguentar uma penca de Brasileiros na casa dela. Gracias guria, por tudo!

No outro dia, 26 de Dezembro, que marcava neve e dia feio (por isso que escolhemos subir as montanhas no 25), tava um rico dia de sol. Ficamos meio parados pela manhã para descansar. Perto IMG_2796do meio dia fomos (o Rodrigo e eu) dar uma volta pela cidade (mas antes tivemos que trocar a bateria do carro que se foi…). Tiramos algumas fotos no State Capitol e depois fomos ao Denver Art Museum. Bah! Tinha uma exposição de um artista americano no início do século XX que retratava a vida na região que se chama Charles Russel. Muito bom mesmo os quadros dele. De novo chamou-nos a atenção da similaridade do cowboy e do gaúcho. Muito bom o museu. IMG_2782Outra coisa que vimos foi que pagamos a entrada mas não havia ninguém para cobrar o tiquet, mas todos faziam o mesmo, compravam antes de entra. Além disso havia bastante gente no museu, e de todas as idade. A socidade aqui é bem respeitosa e dá muito valor à cultura (segundo um amigo meu do Novo México algo que está em decadência). DSC01108Depois do museu fomos ao super compra ingredientes para uma feijoada (prato da janta). Tava bem bom! De noite fomos dar uma volta pelos bares do centro da cidade e escutar boa música.

 

  IMG_2824 Domingo, dia 27, fomos a uma cidade que me encanta muito: “Colorado Springs”. É uma cidade muito charmosa ao pé da montanha. Ficamos imaginando ter uma casa por alí e poder todos os dias de manhã cedo tomar um mate na sacada olhando para as montanhas… não é pouca coisa em! Fomos a mais um lugar de tirar o fôlego: IMG_2820Garden of the Gods. Muito lindo mesmo!! Vários tipos de formações rochosas moldadas pelos dedos dos anos com as ferramentas de ventos e águas. São diferentes categorias de rochas que erupiram devido à formação das Montanhas Rochosas. É encantador o lugar. Na saída de lá fomos passando por algumas vilas antigas muito bonitas também. Na volta para Denver passamos pelos Outlets e depois fomos DSC01127pegar os tiquets para o jogo de Basquete dos Nuggets (Denver) e Mavericks (Dallas). Muito legal o jogo também, melhor ainda que os Mavericks ganharam!! Não fizemos muito mais nesse dia pois tinhamos planos de sair de Denver antes de raiar o sol no outro dia.

Assim vamos…

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Viagem Natal e Ano Novo – parte 1

Buenas pessoal!
Como devem ter noticiado andei afastado (mais uma vez) das letras aqui do Blog, mas foi por uma baita causa! No final de dezembro meu amigo Rodrigo Mylius IMG_2379se bandeou para esses lados aqui do Texas e veio passar o Natal e Ano Novo comigo. Peguei ele em Dallas no dia 20 de dezembro e ali começamos uma road trip pelos US que durou 17 dias, onde percorremos 10 estados e algo como 4500 milhas (mais 400 milhas de ida até Dallas), ou 7800 km. Como foi uma longa viagem vou fazendo várias postagens aqui, assim facilita para eu escrever e para vocês lerem.

 

Bueno… tudo começou já fazem alguns anos quando surgiu a ideia de fazermos uma viagem juntos e  a ideia nunca foi adiante. Quando vim para o Texas o Rodrigo me disse que viria me visitar. IMG_2424 EDNão levei muito a sério, já que várias tentativas antes não deram certo por causa de nossos compromissos e problemas pessoais. Mas não é que no final de novembro de 2009 me liga ele me dizendo que tava de visto pronto e passagem na mão. Ai foi só planejar o itinerário e vir. Saí aqui de Lubbock no domingo dia 20 de dezembro as 3:30 da manhã em direção a Dallas para pegar o Rodrigo. quando chegou fomos dar uma volta pela cidade e depois fomos para Fort Worth, oIMG_2448 ED nde tem o Stockyards e a antiga sede da Swift & Armour. Ficamos lá mateando e passeando um pouco até a hora em que o pessoal passa com a tropa de longhorns pela rua. Conosco estava um outro amigo aqui de Lubbock que vai para a UFGRS passar um semestre, o Tomas.  A noite ficamos na casa da irmã do Tomas.

No segundo dia ficamos só na parte da manhã em Fort Worth (visitamos o centro de exposições e arena –onde foi o World Horse Show – e o Cowgirl Museum) IMG_2484e já começamos a ir em direção ao norte. Na estrada paramos na Cabela’s (uma loja simplesmente impressionante com tudo – tudo mesmo – para caça, pesca, camping e o que queras de armas, munição, lanchas… um mundo aparte)  e por um autódromo (everything is big in Texas) da Nascar. Nosso destino do dia era Gainesville, onde passamos a noite na casa do João e da Holly (mãe do Harrison). Gosto muito de ir lá IMG_2492pois os dois são muito legais e a casa (da fazenda) é muito agradável. Na noite fomos na fazenda de uns vizinhos deles que estavam fazendo um “acampamento” e cozinhando. A noite estava espetacular, o céu bordado de estrelas e nos à volta do fogo comendo e bebendo.

Cedo no terceiro dia já saímos em direção a Oklahoma City. Antes de sairmos passamos em uma Wester Outlet para o ROdrigo comprar uma bota nova para ele e nos olharmos o que o pessoal tem de equipamento de serviço aqui. No caminho vimos vários ranchos e centros de treinamento de cavalos. Uns até bastante grandes. O pessoal aqui tem uma baita estrutura para trabalhar e é muito proficional. Chegando em Ok City fomos no State Capitol e no Cowbow museum. Muito interessante é a IMG_2563cultura das “charrerias” IMG_2596(os charreros são os cowboys mexicanos) que tinham expostas fotos e aparelhos de provas tradicionais e costumes deles. É interessante ver também a proximidade dessas culturas com a nossa cultura gaúcha (salvo cada particularidade,  mas é basicamente o amor à terra, cavalo e gado, provas de laço e gineteada. Tivemos uma boa overview da cultura cowboy.  Nesse museu também tem uma estátua muito famosa que se chama “The end of the trail”, por James Earle Fraser (1915).

IMG_2568

"The trail is lost, the path is hid, and winds that blow from out the ages sweep me on to that chill borderland where Time's spent sands engulf lost peoples and lost trails."
- Marion Manville Pope

 

Passamos a noite do terceiro dia em Oklahoma City. No outro dia de manhã cedo fomos ao centro de Ok. City e logo depois saimos IMG_2640 em direção ao Kansas, so que em vez de pegar a highway fomos por umas estradas menores (de interior) e passamos por umas sedes de fazendas muito bonitas. A temperatura todos esses dias estava muito agradável e o tempo bom, então deu para aproveitar bastante nos passeios e na estrada. Chegamos em Wichita mas como estava cedo não quisemos ficar a noite por ali e só demos uma passeada pela cidade e pegamos nosso rumo em direção a Highway I-70, que corta o Kansas de leste-oeste e vai em direção a Denver (nosso destino do dia 24/12). DSC00983 Em vez de pegarmos outra higway (a I-35) fomos por outras estradas menores (é melhor pois podemos parar e tirar fotos,  aproveitar a paisagem e ir mais tranquilo que na Hwy) onde passamos por mais umas fazendas legais e uns rebanhos de Angus. Ainda no caminho a noite nos alcançou mas achamos melhor tocar até a I-70 pois a previsão do tempo para o outro dia era de neve e gelo nas estradas, ai se ficassemos em uma cidade pequena provavelmente não sairíamos dali a tempo de chegar para o Natal em Denver (e foi muito bom ter feito isso...). Passamos a noite em Heys, KS. IMG_2467

Bueno pessoal. Vou findando por aqui… em seguida escrevo mais sobre o resto dos dias. Ainda tem bastante história!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sem título…

Tu que inspiras meus poemas
ilumina minhas estrelas
esquenta meus dias frios.
Tu que não sabes quanto a amo
que não vens quando te chamo
por quem meu rosto se fez rio...

Tu que ingrata me domina
cujo rumo é minha sina
não percebes que assim vou eu
A ti que cabe a melodia
a ti que a rima referia
até parece que em mim morreu

Tu que não me destes mais notícias
que não me miras com malicia
como antes de me conhecer
Tu luz das noites escuras
tu fruta não bem madura
se fez difícil sem ti viver

Por ti que me arrependo dos pecados
que juro por mais sagrado
a minha fiel devoção
Agora que roubaste e brincaste
que traiçoeira abandonaste
deixou só meu coração

Tu do sorriso hospitalheiro
dos verdes olhos faceiros
que me fez assim cantar
Quando tinha nos meus braços a verdade
do teu rosto só saudade
ficou para me consolar

E o retrato na parede do meu quarto
que me olha tão ingrato
toda a vez que penso em ti
Eu vou tirar, e guardá-lo na memória
vou deixar-te na história
pois esquecer-te decidi...

 

Lubbock, TX, dezembro 2009.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Texas, por Borges

When I first came to Texas people here use to ask me if I was homesick, how was I feeling about being here away from my place. I always answer that I am really ok because I feel like at home here. Jorge Luis Borges also had this same feeling and following is a poem that he wrote when he came to the south plains. I want to share with you this beautiful poem by Borges:

 
Texas
 
Aquí también.
Aquí como en el otro
Confín del continente, el infinito
Campo en que muere solitario el grito;
Aquí también el indio, el lazo, el potro.
Aquí también el pájaro secreto
Que sobre los fragores de la historia
Canta para una tarde y su memoria;
Aquí también el místico alfabeto
De los astros, que hoy dictan a mi cálamo
Nombres que el incesante laberinto
De los días no arrastra: San Jacinto
Y esas otras Termópilas, el Álamo.
Aquí también esa desconocida
Y anciana y breve cosa que es la vida.
_________________________________________________________

Here too.

Here, as on the other extreme of the continent

-- the southernmost frontier -- the infinite field where the solitary yell dies.         

Here too the Indian, the lasso, the bronco.

Here too the secret phoenix that beyond history's uproars sings to an evening and its imprint on life;

Here too the mystic alphabet of the stars that today dictates to my quill names the incessant labyrinth of life refuses to sweep away:    

San Jacinto and that other Thermopylae, the Alamo.

Here too, that unknown and anxious and brief thing that is life.




Mais andanças por fazendas

Buenas pessoal!!

Desculpem minha ausência das letras, mas esses úiltimos dias tenho corrido um pouco mais que o normal e a inspiração não andava muito no meu costado. Mas bueno, desse último mês tem bastante histórias, vou contando elas despacito em diferentes posts para não enjoarem de ler.

Primeiramente quero agradecer o apoio de todo o pessoal ai do Brasil e aqui dos EUA para conseguir mais um feito. Consegui autorização e apoio de todos os lados (TTU, Agro, Capes) para poder ficar mais um semestre aqui nos EUA. Vou ficar aqui no Texas até Junho de 2010 aprendendo sempre e mais. Estou muito feliz pelo feito e muito grato pelo apoio principalmente de meus professores aqui e do meu coordenador ai na UFRGS, professor Emerson Del Ponte, que sempre acreditou em mim e no meu potencial e principalmente tem confiança na minha pessoa. Obrigado Prof. Emerson!! O professor Aderbal e o professor Christian que também me incentivaram a ficar. Pai e mãe muito obrigado também, pois sem vocês não seiria po$$ível ficar aqui (he.he).

Bom, vamos ao "relatório técnico" :

Desde que cheguei aqui no Texas tenho procurado aprender e obser var ao máximo tudo que posso. Por essas andanças tenho observado aspectos, técnicas e manejos que, alguns, meus olhos julgam "errado" (baseado no meu background). Felizmente sempre (e principalmente quando estou fora do meu ambiente) tenho em mente a máxima que "temos dois olhos e duas orelhas para observar e escutar bem e mais, e apenas uma boca para poder falar menos". Com isso tenho formado muitas novas opniões sobre aspectos que julgava saber algo. Quando cheguei aqui me falaram em manejo das pastagens por fogo. Na hora pensei "mas que coisa arcaica!! Como podem ainda fazer esse tipo de manejo?". Em uma das aulas com a Dr. Allen perguntei por que essa "adoração" pelo fogo que o pessoal tem aqui (existe uma cadeira aqui na faculdade que se chama "fire ecology"), ai ela me fez pensar um pouco sobre a região onde estamos (semi-árido, chove 400 mm por ano, plano e ventoso) e sobre eventos naturais e históricos. Tendo isso em mente, vê-se que o fogo se faz presente desde os tempos antigos, se não por eventos naturais por ação do homem nativo que habitava a região (tempo de retorno de 6 anos ou menos). Mesmo sendo pelo homem, há bastante tempo para a seleção e adaptação das espécies ao manejo por fogo. A quantidade de folhas senescentes que se tem nas pastagens aqui não é muito grande mas mesmo assim havería acúmulo de material morto na superfície, pois a taxa de decomposição é baixíssima (não tem humidade suficiente). Tendo em vista isso, é fácil para que se inicie fogo. Por experiência própria a Dr. Allen ela nos contou que colocaram fogo num experimento e tinham umas bandeirinhas plásticas (que usam para marcação de linhas de trasmissão de energia, água...) e que o fogo passou tão rápido que havia bandeiras que não foram queimadas. Esse é o tipo de fogo desejável, rápido, pois assim não queima a superfície do solo. É muito importante o entendimento do ambiente e dos fatos que constituem esse ambiente para que possamos entender o manejo, as utilizações e principalmente, para que formemos conclusões sobre o que estamos vendo. Felizmente guardei meus pensamentos para mim mesmo e não falei para ninguem que faziam manejo "errado". Se aprende muito por aqui!

No início de novembro estive com o Rodolfo (um amigo de Campina Grande, PB, que veio fazer umas pesquisas de mestrado aqui) em uma fazenda de um cara que conheci em um jogo de Football aqui na Tech. Wade Davis é engenheiro de helecóptero e nas horas que pode é fazendeiro (assumiu a fazenda do pai há alguns anos quando ele faleceu) e lá tem mantido um rebanho de novilhos certificados (hormone and medication free) para recriar (400 até 800 lb)e vender aos confinamentos na volta. Interessante foi o método de compra dos animais: existe um site na internet (http://www.superiorlivestock.com/) que tu anuncias animais para venda e dá as características; tudo tem garantia; o comprador acessa o site e procura o que mais lhe agrada; existe um representante deste site em cada região (em vários estados dos EUA) que avalia os animais para venda e acompanha a chegada e inspessão dos animais comprados; se há algum fora do padrão o site se compromete em repor o animal ou repor o dinheiro. Muito interessante o método e, segundo Wade, é muito confiável e nunca teve problemas. No dia que estavamos na fazenda dele ele esperava uma carga de animais vindos do Wyoming (19 horas de estrada) que foram comprados para fechar com as características dos animais certificados que ele já tinha pastando. Com essas certificações ele consegue até $10 (se não me engano)a mais por cada 100 lb de peso vivo (cwt). Ele cria os animais com feno (red top) e pastejando trigo.

Outro final de semana depois fui visitar o sr. Sammy Brown, dono do Brown Feeders, em Friona, TX. Conheci ele em uma reunião do Texas Cattle Feeders Association que fui em Amarillo umas semanas antes da visita. Muito atencioso, me mostrou o confinamento de 5000 cabeças que tem para preparação dos animais para confinamentos maiores. Ele faz esse serviço pois em confinamentos grandes há um custo maior de tratamento dos animais, por isso fazer acordos para alguem fazer essa primeira etapa de mudança de ambiente e alimentação (depois de desmamados). De novo me chamou a atenção a mão-de-obra utilizada.. Na propriedade são só um vaqueiro e um funcionário para alimentar os animais contratados e mais o dono e a esposa. O pessoal mete a mão na massa mesmo. Andando pelas baias ele me mostro diferentes padrões de qualidade de animais (diz que há alguns lotes provindos de estados onde até 30% dos animais adoecem, outros não chega a 10%). Outro dado que confirmou das aulas e de outros confinamentos que visitei é o problema com Charolais. É problema no confinamento (para engordar) e difícil de passar adiante também. Os animais Angus e Hereford cruzados com outras raças são os preferidos dele. Me agradou bastante do amochador que eles usam (foto) que é a gás e nunca esfria (o amochador é a gás, não precisa de aquecedor). As mascas em geral são todas elétricas. As pistolas de vacinação eram colocadas em uma bandeja de pintura com uma esponja embebida em solução desinfestante. Achei bem boa a ideia, pois acaba com aquele negócio de por a pistola direto na mesa e de bater a agúlha (que acaba perdendo o fio). Além disso creio que ajuda em manter a higiene.

Outro feito também foi que fui à fazenda do meu amigo Chris

Ashbrook acompanhar e participar do final da colheita de algodão - strip cotton (as fotos não são da fazenda dele). Bem interessante! Estava com receio de que não participaria de nenhuma colheita de algodão aqui (quase inaceitável estando numa das regioões maior produtora do produto no mundo).

Na ida para o Brown Feeders cruzei por um confinamento de ovinos. Quero ver se consigo voltar lá para visitar. Outra coisa que vi interessante foram os silos (para silagem) aqui. Quando fazem a silo compactam bem e não colocam lona por cima: chove tão pouco durante o inverno que não é uma grande preocupação com possíveis perdas por umidade. Na Argentina eu já tinha visto isso, mas lá estragava um pouco mais, por que chove mais, mesmo assim o segredo (sempre) está na compactação. Se tiveres um silo bem compactado com ou sem lona só há perada de uma pequena camada superficial.

Muito obrigado Wade Davis, Sammy Brown e Chris Ashbrook pela oportunidade da visita.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Meus pêsames

Foi com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do nosso querido Ir. Firmino Biazus. Sei que é um momento de muita tristeza para a comunidade Marista e também para a comunidade de Porto Alegre, pois ele era uma pessoa cuja influência ia além dos portões da escola, mas também creio que agora é um momento de refletirmos à respeito de toda a obra que o Irmão Firmino deixou durante seus vários anos como membro desta congregação; cada marca que ele deixou na vida de todas as pessoas que passaram pelo Colégio Rosário durante esses anos; cada voto de felicidade e prosperidade profeciado aos alunos do fundo do seu coração. Me alegra lembrar de ver a emoção dele diante de qualquer conquista de algum de seus alunos. Ainda hoje me lembro do espanto que tive quando o Ir. Firmino, pessoalmente, foi à Feira do Livro de Porto Alegre me saludar quando lancei meu livro e de ver a felicidade nos seus olhos por estar diante de mais um Rosariense conquistando um sonho. Não posso esquecer também da sua acompanhante no momento: a inseparavel e inigualavel Genô. Lembro das Semanas Farroupilha no colégio onde ele sempre vinha juntar-se à nós na roda de chimarrão e ver como tudo estava andando. Enfim, muitas memórias, muitos momentos belos que me vêm à recordação agora. Fico sentido pela partida mas muito feliz por ter conhecido e convivido com essa pessoa tão especial. Apamecor 017 Marcelo_e_Bento_no_palco_com_Ir_Firmino

Aos meus amigos, professores, coordenadores e colegas meus profundos pesares. Lastimo não estar com vocês neste momento difícil, mas sempre estarei presente de alma e coração. Ao Colégio Rosário meus profundos sentimentos,

Marcelo Wallau, Lubbock, Texas, 04 de dezembro de 2009.